Organismos de classe da construção civil se unem por reformas 

Assinado por 21 representantes do setor, documento faz alerta sobre medidas econômicas, vacinação e governabilidade
26 de janeiro de 2021

Organismos de classe da construção civil se unem por reformas 

Organismos de classe da construção civil se unem por reformas  1024 679 Cimento Itambé
Organismos ligados à cadeia produtiva da construção civil cobram andamento das reformas paradas no Congresso Nacional Crédito: Pedro França/Agência Senado

Organismos ligados à cadeia produtiva da construção civil cobram andamento das reformas paradas no Congresso Nacional
Crédito: Pedro França/Agência Senado

Através de manifesto publicado no jornal O Estado de S. Paulo, na edição de 19 de janeiro de 2021, organismos de classe da construção civil pediram urgência no encaminhamento das reformas tributária e administrativa, além de compromisso com o teto de gastos e com o ajuste fiscal. O documento, assinado por 21 representantes do setor, tem o objetivo de alertar o governo federal e o Congresso Nacional para que medidas econômicas recoloquem o país nos trilhos do crescimento e possam manter a construção civil como locomotiva do desenvolvimento do país.

Os organismos que assinam o manifesto destacam 9 pontos que servem de alerta para os poderes da República. São eles:

– As instituições precisam ser sólidas para a sustentação da democracia e da governabilidade, com absoluta harmonia e independência dos poderes, o mesmo ocorrendo internamente em cada poder.

– Os poderes devem estar voltados à política de Estado e não de governo, orientados para o que é de inegável interesse público e não meramente corporativo ou político.

– O respeito ao teto de gastos públicos tem de ser sagrado, mesmo em momento tão difícil quanto o atual.

– O ajuste fiscal deve ser capaz de efetivamente reduzir a dívida pública, que hoje está em 91% do PIB, uma das maiores do planeta entre os países de renda média.

– A articulação entre os três poderes e as três esferas de governo deve ser garantida por meio de um pacto federativo apartidário.

– O programa de concessões e privatizações tem de continuar e abrir caminho aos investimentos locais e internacionais indispensáveis ao desenvolvimento e à massiva geração de empregos.

– Os marcos regulatórios convergentes com as metas do crescimento sustentado devem ser rapidamente aprovados.

– A confirmação da autonomia do Banco Central não pode mais ser postergada.

– A reforma administrativa, assim como a simplificação tributária, deve ser prontamente realizada.

Manifesto reitera compromisso em ajudar o Brasil a se desenvolver

O manifesto também pede compromisso com a imunização contra a COVID-19, através da vacinação, e reitera que “segurança jurídica, crédito, juros baixos e inflação controlada geram confiança, que é o combustível do empreendedor”. “Acreditamos na necessidade urgente da imunização coletiva contra a COVID-19, para tranquilizar a população e acelerar a retomada econômica”, diz o documento, que estende seu apelo aos parlamentares. “A atuação dos novos líderes do Congresso Nacional será decisiva. Engajamento, mobilização, propostas e ação. É isto que o país pede a todos nós. Estamos prontos e à disposição para ajudar a construir o Brasil que queremos”, destaca.

Assinam o manifesto as seguintes instituições:

Abemi (Associação Brasileira de Engenharia Industrial)

Abifer (Associação Brasileira da Indústria Ferroviária)

Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias)

Abrinstal (Associação Brasileira pela Conformidade e Eficiência nas Instalações)

ADEMI-RJ (Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Rio de Janeiro)

ADITBrasil (Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico de Nordeste Brasileiro)

ADVB (Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil)

Aelo (Associação das Empresas de Loteamento e Desenvolvimento Urbano)

Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping)

Apeop (Associação para o Progresso de Empresas de Obras de Infraestrutura)

Associação Comercial de São Paulo

Brasinfa (Associação Brasileira dos Sindicatos e Associações de Classe de Infraestrutura)

CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção)

Cofeci-Creci (Conselho Federal de Corretores de Imóveis)

Deconcic (Departamento da Indústria da Construção e Mineração da FIESP)

Fiabci-Brasil (Federação Internacional Imobiliária)

Instituto de Engenharia

Secovi-SP (Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo)

Sinaenco (Sindicato da Arquitetura e da Engenharia Consultiva)

SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo)

Sinicesp (Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado de São Paulo)

Sobratema (Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração)

Entrevistado
Reportagem com base no conteúdo do manifesto “Prioridade aos Brasileiros”, divulgado por 21 organismos de classe ligados ao setor da construção civil

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Jornalista responsável:
Altair Santos MTB 2330

26 de janeiro de 2021

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