Robôs montam armaduras para estruturas de concreto armado

Máquinas conseguem dobrar os vergalhões e encaixar as gaiolas; aos homens, cabe apenas fazer as amarrações


Robôs montam armaduras para estruturas de concreto armado

Robôs montam armaduras para estruturas de concreto armado 1024 684 Cimento Itambé
Campo de testes dos robôs acontece em Nova York e máquinas aumentam em 5 vezes a produtividade na montagem das armaduras.
 Crédito: Toggle

Campo de testes dos robôs acontece em Nova York e máquinas aumentam em 5 vezes a produtividade na montagem das armaduras.

Crédito: Toggle

Uma startup de Nova York, nos Estados Unidos, encontrou o que pode ser definido como a melhor solução para que homens e robôs possam atuar em parceria no canteiro de obras. A empresa programou máquinas para montar armaduras de aço usadas em estruturas de concreto armado. Os robôs conseguem dobrar os vergalhões e estruturar as gaiolas; aos homens, cabe apenas fazer as amarrações.

Para os inventores, o processo de automação torna a produção de concreto armado mais rápida e segura. “Esse é um trabalho árduo para os seres humanos, mas é exatamente o tipo de trabalho para o qual os robôs foram preparados: pegar materiais pesados e movê-los com precisão. Adaptamos os braços automatizados de robôs industriais para que eles façam movimentos sob medida e montem as armaduras”, explicam Ian Cohen e Daniel Blank. 

As máquinas atualmente conseguem montar armaduras com até 7 metros de comprimento. Porém, os engenheiros trabalham no aperfeiçoamento da automação e avaliam que, em breve, chegarão a montar armaduras de 15 metros. Os inventores também afirmam que a evolução das máquinas permitiria que o homem fosse dispensado da tarefa de amarração, mas asseguram que não é esse o objetivo.

O campo de testes dos robôs acontece em Nova York mesmo. “Construtoras que empreendem na cidade requisitam as máquinas e nós as levamos até os canteiros de obras. Isso é bom que ocorra em Nova York, pois minimizamos as demandas logísticas e o transporte de longa distância”, diz Ian Cohen, que constatou que as empresas que solicitam o auxílio das máquinas são aquelas que mais sofrem com a escassez de mão-de-obra na construção civil – um problema que cresce nos Estados Unidos.

Novos parceiros investem 3 milhões de dólares para expandir a tecnologia

Na linha de produção, os empreiteiros que fazem parceria para utilizar os robôs têm gostado do custo-benefício. Além de reduzir pela metade os gastos com mão-de-obra, eles veem aumentar a produtividade em 5 vezes na montagem das armaduras. O resultado é uma economia de custo e tempo que pode equivaler a 1 milhão de dólares a cada edifício com mais de 30 pavimentos.

Em outubro de 2019, a Toggle – criadora dos robôs e com sede no bairro do Brooklyn, NY – anunciou que captou de novos parceiros a quantia de 3 milhões de dólares para expandir sua equipe e desenvolver a tecnologia robótica para montar armaduras de aço. O grupo Point72 Ventures, o bilionário norte-americano Mark Cuban e a VC Twenty Seven Ventures se tornaram sócios da startup. “A urbanização global está impulsionando a demanda por arranha-céus. Na Toggle, acreditamos que parte da solução para a entrega desses projetos será através da alavancagem da robótica e da automação para multiplicar a produtividade da mão-de-obra”, diz Daniel Blank.

O objetivo dos novos parceiros é levar os robôs-armadores para as indústrias que atuam com estruturas pré-fabricadas de concreto. “A construção civil está passando por uma ampla evolução, com a pré-fabricação ampliando sua fatia, desde casas a edifícios comerciais e pontes. Esses clientes enxergam nos protótipos desenvolvidos pela Toggle a oportunidade de quintuplicar a produtividade”, avalia Ian Cohen.

Assista o vídeo sobre os robôs da Toggle

 

Entrevistado
Engenheiros de robótica Ian Cohen e Daniel Blank, fundadores da startup Toggle
(via assessoria de imprensa)

Contato
press@angel.co
hello@toggle.is

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

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