O que é ESG e por que a construção civil adere aos seus conceitos?

Sigla identifica empresas reconhecidas por suas ações nas áreas de meio ambiente, social e de governança
7 de junho de 2021

O que é ESG e por que a construção civil adere aos seus conceitos?

O que é ESG e por que a construção civil adere aos seus conceitos? 1024 683 Cimento Itambé
Edificações com selos de sustentabilidade geram credenciais para construtoras serem reconhecidas como adequadas aos indicadores ESG.   Crédito: Pixabay

Edificações com selos de sustentabilidade geram credenciais para construtoras serem reconhecidas como adequadas aos indicadores ESG.
Crédito: Pixabay

É crescente o número de empresas ligadas à cadeia produtiva da construção civil – principalmente as listadas na bolsa de valores – que estão aderindo ao conceito ESG. Mas o que significa essa sigla? Ela vem de Environment, Social and Governance (meio ambiente, social e governança) e refere-se aos indicadores que medem o impacto das 3 áreas na operação de construtoras, fabricantes de materiais e grandes redes que operam no varejo do setor 

O reconhecimento de uma empresa ESG ocorre através de certificações ou políticas que ela tenha como comprovar ao mercado. Por exemplo, se a companhia possui ISO, pratica políticas de compliance e já construiu edificações ou forneceu materiais para obras sustentáveis, ela tem como requerer junto aos investidores o “selo ESG”.  

Nos Estados Unidos, 80% do setor da construção civil que é IPO comprova ser ESG. No Brasil, há cerca de 50 empresas da cadeia produtiva que operam na bolsa de valores – a maioria formada por construtoras (28). Entre elas, todas já buscam comprovar que utilizam os indicadores em seus procedimentos. Um dos motivos é que os investidores do mercado imobiliário estão atentos a quem é e quem não é ESG. 

Por se tratar de uma autorregulamentação, ou seja, não há poder público nem organismos que validam a certificação, são os fundos de investimentos, as bolsas de valores e as consultorias que produzem índices de ações que fazem esse acompanhamento. Segundo a GBC Brasil, recentemente a Ágora Investimentos apontou as vantagens competitivas que o “selo ESG” oferece às construtoras. São: maior lucratividade, valuation ao longo do tempo e melhora de imagem perante investidores, empresasconsumidores. 

Certificações LEED, AQUA-HQE, PROCEL Edifica e Casa Azul balizam quem busca o “selo ESG”  

E para a cadeia produtiva de insumos e materiais de construção, quais as vantagens de ser ESG? Para o mercado, elas passam a ser consideradas environment friendly (amigas do meio ambiente)Empresas que já construíram ou forneceram produtos para edificações sustentáveis com as certificações LEED, AQUA-HQE, PROCEL Edifica e Casa Azul – as mais requisitadas no Brasil – estão mais próximas desse reconhecimento ou já obtiveram ESG por causa dessas credenciais. 

Segundo o Centro de Tecnologia de Edificações, “o desempenho ambiental ajuda as empresas imobiliárias a atraírem um público que busca edifícios com certificação ecológica, que priorizem aspectos como a biofilia e ofereçam maior eficiência elétrica e hidráulica, sem deixarem de ser confortáveis, seguros e eficientes. Além disso, o ESG na construção civil tem outro aspecto importante: adequa as empresas à demanda de um mercado que exige respeito ao meio ambiente”. 

Veja as 28 construtoras atualmente listadas na B3 (Bolsa de Valores de São Paulo – Bovespa). Destas, 22 estão incluídas no segmento NM (Novo Mercado) que aponta as ações de companhias que adotam as melhores práticas de governança corporativa e de sustentabilidade, e que se adequam aos indicadores ESG. No segmento do varejo da construção, a rede Quero-Quero, que atua em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e interiores de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, é a única com ações NM.  

  • Alphaville S.A (NM) 
  • Construtora Adolpho Lindenberg S.A   
  • Tenda S.A (NM) 
  • CR2 Empreendimentos Imobiliários S.A   
  • Cury Construtora e Incorporadora (NM) 
  • Cyrela Brazil Realty S.A (NM) 
  • Direcional Engenharia S.A (NM) 
  • EVEN Construtora e Incorporadora S.A (NM) 
  • EZTEC Empreendimentos e Participações S.A (NM) 
  • Gafisa S.A (NM) 
  • Helbor Empreendimentos S.A (NM) 
  • Inter Construtora e Incorporadora S.A 
  • JHSF Participações S.A (NM) 
  • João Fortes Engenharia S.A   
  • Kallas Incorporações e Construções S.A   
  • Lavvi Empreendimentos Imobiliários S.A (NM) 
  • Melnick Desenvolvimento Imobiliário S.A (NM) 
  • Mitre Realty Empreendimentos e Participações S.A (NM) 
  • Moura Dubeux Engenharia S.A (NM) 
  • MRV Engenharia e Participações S.A (NM) 
  • PDG Realty S.A (NM)  
  • Plano&Plano Desenvolvimento Imobiliário S.A (NM) 
  • RNI Negócios Imobiliários S.A (NM) 
  • Rossi Residencial S.A (NM) 
  • Tecnisa S.A (NM) 
  • Tegra Incorporadora S.A   
  • Trisul S.A (NM) 
  • Viver Incorporadora e Construtora S.A (NM) 


Entrevistado

Green Building Council Brasil (GBC Brasil), Centro de Tecnologia de Edificações (CTE) e B3 (Bolsa de Valores de São Paulo – Bovespa) (via assessorias de imprensa)  

Contato
contato@gbcbrasil.org.br
comunicacao@cte.com.br
imprensa@b3.com.br 

Jornalista responsável:
Altair Santos MTB 2330

7 de junho de 2021

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