Insubstituível, concreto será mais sustentável e inteligente

Dados mostrados no Fórum Econômico Mundial revelam que material irá incorporar muita tecnologia neste século
19 de agosto de 2020

Insubstituível, concreto será mais sustentável e inteligente

Insubstituível, concreto será mais sustentável e inteligente 1024 683 Cimento Itambé

Em uma das várias conferências que aconteceram na edição 2020 do Fórum Econômico Mundial, em janeiro, na cidade de Davos-Suíça, o concreto foi o centro dos debates. O material é o segundo mais utilizado no planeta e os conferencistas concluíram que ele seguirá insubstituível na construção civil, porém ao longo do século 21 irá se tornar cada vez mais sustentável e inteligente.

Como? Já não são poucas as iniciativas que vêm garantindo ao concreto maior durabilidade e desempenho, aliado a menores emissões de CO2.  Agora, o próximo passo é tornar o material inteligente, no sentido de que possa se adequar ao ambiente em que está exposto, com menor risco de adquirir patologias. As pesquisas partem de experiências bem-sucedidas, como o bioconcreto, e avançam para a fase de nanossensores capazes de estimular o concreto a reagir às agressões.

Avanço dos concretos tecnológicos irá mexer com a produtividade nos canteiros de obras
 Crédito: Banco de Imagens

Avanço dos concretos tecnológicos irá mexer com a produtividade nos canteiros de obras

Crédito: Banco de Imagens

Segundo a consultoria canadense Technavio, especialista em relatórios industriais e cujos dados coletados embasaram os debates no Fórum Econômico Mundial, o concreto será um dos materiais que mais irá incorporar tecnologia neste século. O impulso vem da necessidade de se buscar estruturas cada vez mais resistentes e sustentáveis. No relatório, a Technavio cita a família de concretos originários do concreto de pós reativos (CPR), cuja resistência à compressão pode variar de 180 MPa a 800 MPa.

A consultoria canadense projetou no começo do ano que o consumo global de concreto de ultra alto desempenho cresceria 7% em 2020, independentemente da pandemia de COVID-19. A análise cita ainda que, conforme os concretos tecnológicos ganharem mais espaço no mercado, eles irão mexer também com os canteiros de obras, exigindo maior especialização dos trabalhadores e consumindo menos mão de obra. Da mesma forma, produzirão estruturas mais duradouras.

Construção industrializada do concreto perto de movimentar 100 bilhões de dólares por ano

Obviamente, o relatório canadense não deixa de citar que os processos de industrialização do concreto também se intensificarão neste século, o que coincide com a pesquisa “Prefabrication and Modular Construction 2020”. O estudo desenvolvido pela Dodge Data & Analytics afirma que mundialmente o mercado de construção industrializada do concreto movimentou 64,86 bilhões de dólares em 2019, mas que até 2026 esse volume de recursos deverá chegar a 107,21 bilhões de dólares.

A Dodge Data & Analytics também ouviu construtores e 62% dos entrevistados indicaram que já utilizam a pré-fabricação do concreto em suas obras há pelo menos 3 anos. Entre os 38% que responderam que ainda não se beneficiaram da industrialização do concreto, 75% afirmaram que pretendem usar elementos pré-fabricados e modulares em suas obras nos próximos 3 anos (2020-2021-2022).

Os avanços tecnológicos obtidos pelo concreto andam paralelamente às conquistas obtidas pelo Cimento Portland, como já frisou o gerente de laboratórios da ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland), Arnaldo Battagin. Segundo ele, o cimento do futuro será o Cimento Portland. “O investimento em tecnologia feito pela indústria de Cimento Portland faz o setor superar os desafios”, destaca Battagin.

Entrevistados
Fórum Econômico Mundial, consultorias Technavio e Dodge Data & Analytics (via assessorias de imprensa)

Contato
Interviews@weforum.org
enquiry@technavio.com
media@technavio.com
support@construction.com

Jornalista Altair Santos

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