Tipos de cimento para aplicação | Cimento Itambé

Tipos de cimento para aplicação

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As informações mais completas estão na página Cimentos no site da Itambé. Os relatórios de ensaios podem ser vistos e baixados, com todas as características químicas e físicas de cada um dos tipos de cimentos produzidos pela Itambé.

Não existe um motivo específico. Algumas empresas no Brasil fazem sacos de 40 kg. Em outros lugares do mundo encontramos sacos de 30 kg ou maiores, com 500 kg e até 2,0 t.

Em princípio, devemos tomar todos os cuidados para não acontecer essa necessidade de descarte de um material nobre como o cimento. Não existe um procedimento padrão para descarte sustentável de cimento hidratado. Como ele não tem mais as propriedades aglomerantes, o cimento se transforma em material inerte. Como sugestão, o uso em subleitos ou sub-bases, juntamente com material argiloso para preparação de pisos ou pavimentos, parece adequado.

Não são utilizadas matérias orgânicas na fabricação de cimento. As matérias-primas principais são o calcário, argilas, minérios de ferro, areias e outros com teores mínimos. A Itambé utiliza a cinza pozolânica gerada em termoelétrica, que é o resíduo da queima de carvão mineral.

A Itambé achou melhor colocar no mercado o CP V-ARI, que tem na sua composição um teor de material carbonático de 5%, como o CP I-S, mas com blaine mais alto para atender o setor de pré-moldados e artefatos de cimento. Já o CP I não permite nenhum tipo de adição – 100% de clínquer mais gesso.

O CP II-E e o CP III são cimentos que utilizam escória granulada de alto-forno, material não disponível na região sul, por exemplo.

A classe 32 é a intermediária e, por isso, se aplica a todos os tipos de utilização com mais facilidade. Os cimentos de alta resistência inicial não têm classe definida em norma.

De acordo com as normas brasileiras, não se deve misturar cimentos de marcas diferentes, embora de mesmo tipo. Cada fábrica produz cimentos com características diferentes. Portanto, a mistura não teria seus parâmetros definidos e ficaria em desacordo com a dosagem inicial estabelecida.

Sim, o gesso acartonado pode ser utilizado na fabricação do cimento como retardador do processo de hidratação. Já a placa cimentícia não, porque já não tem mais nenhuma propriedade ligante. Reciclada, pode ser utilizada como agregado no concreto.

Em princípio, dos tipos fabricados pela Itambé, qualquer um pode ser utilizado tanto em clima frio, quanto em clima quente. A indicação deve ser de acordo com a necessidade de desforma das peças ou retiradas de escoramento. Nesse sentido, os cimentos que não utilizam adições pozolânicas em sua composição são os mais indicados. São os tipos CP V-ARI, CP II-F-40 e CP II-F-32. Seriam os mais indicados para temperaturas baixas.

Já quando as temperaturas são mais elevadas é o contrário. Ou seja, a cinza pozolânica faz com que as reações do cimento sejam mais lentas, com menor liberação de calor de hidratação. Como consequência, as retrações são menores e isso evita o aparecimento das indesejadas fissuras.

Pensando apenas nesses fatores: “quente e seco”, o cimento mais indicado é o CP IV-32, porque é mais lento nas reações iniciais e, por isso, libera também um calor de hidratação menor. Portanto, a retração plástica ou hidráulica é menor, o que favorece o não aparecimento de trincas e fissuras.

Em principio, podemos dizer que, tecnicamente, até o tipo CP V-ARI pode ser utilizado para a fabricação de argamassa colante. Porém, algumas indústrias utilizam o cimento CP II-F-32.

No site da Itambé você poderá verificar todas as características dos cimentos produzidos.

Em principio, todos os tipos de cimento podem ser utilizados, pois as aplicações são as mais diversas. O cimento CP V-ARI talvez seja o mais utilizado por ter desempenho maior nas primeiras idades. Hoje a variedade dos produtos industrializados em concreto/argamassas autonivelantes é muito grande.

O mais importante é o cuidado com a aplicação sobre piso existente. Esse precisa estar com boa resistência, sem material solto ou pó, além de ter uma base muito bem consolidada. O maior erro é achar que a aplicação do concreto ou argamassa autonivelante vai resolver os problemas estruturais existentes. Da mesma forma, se a base ou sub-base não estiver em boas condições, perde-se a pintura decorativa.

Atualmente, o cimento branco não é mais produzido no Brasil. Algumas lojas têm o produto importado. Para a obtenção de concreto leve, em quantidades pequenas, pode-se utilizar isopor em pérolas ou vermiculita expandida (vendida em lojas de material de construção).

O motivo da não indicação se deve ao fato que os cimentos tipo CP V-ARI são mais rápidos e por isso tem maior retração plástica ou hidráulica. Assim, favorecem o aparecimento de trincas e fissuras, que por sua vez, facilitam a entrada de agentes agressivos no concreto, nesse caso, de cloretos que atacam as armaduras e causam a indesejável corrosão.
Já o caso de concreto submerso, em principio, o uso do CP V-ARI é bastante indicado já que geralmente, tem tempo de pega menor, endurece mais rápido e portanto, fica menos sujeito às oscilações de correntes. Mas, caso o concreto fique confinado, qualquer outro tipo de cimento poderá ser utilizado.

Em principio poderia ser qualquer tipo de cimento, desde que dosado adequadamente. Nos casos mais usuais e dependendo da extensão da trinca, poderão ser utilizados produtos específicos vendidos em lojas de materiais de construção.

Em princípio, e mediante um estudo de dosagem, qualquer tipo de cimento pode ser utilizado para se fazer uma sapata, viga ou pilar. Dependerá da necessidade ou velocidade que você precisa para continuar a construção. Assim, se precisar de rápida utilização, o melhor é utilizar um cimento CP V-ARI (alta resistência inicial). Já se o local onde será construída a sapata for de condições agressivas do solo, então seria melhor o cimento CP IV-32. São exemplos, mas é necessário consultar um tecnologista para ele encaminhar a melhor solução.

Em principio, o ideal seria em torno de 60/65 °C, mas sabemos que as condições climáticas afetam bastante a temperatura do cimento. No verão pode ocorrer inclusive um aumento da temperatura dentro do silo reboque (cebolão) dependendo da distancia de transporte da fábrica até a central. Neste aspecto, no inverno com a temperatura externa mais baixa a situação é mais favorável.

Na realidade, neste caso, o critério é essencialmente comercial, ou seja, o cimento CP V-ARI é mais caro que os outros tipos, então é apenas por questão de custo. Tecnicamente, o uso do CP V-ARI seria a melhor utilização.

Realmente não existe mais a norma para densidade aparente do cimento. Aqui na Itambé realizamos o que determinava a norma antiga, ou seja, encher um recipiente volumétrico conhecido com cimento em altura padronizada, rasar com cuidado e pesar. A densidade será o peso líquido pelo volume.
Em média, os cimentos da Itambé resultam em 1,30 a 1,50 g/cm³.

Em principio, os cimentos resistentes a sulfatos podem ter uma preferencia relativa, porém as condições da concretagem e o projeto com a devida proteção às armaduras são fatores preponderantes para estas condições extremas. Por exemplo, não adianta termos tudo calculado de maneira adequada se no momento da concretagem não for feito um adensamento cuidadoso com a garantia de nenhuma porosidade no concreto, para garantir a não penetração dos agentes agressivos. Para este adensamento adequado as características do concreto, como teor de argamassa, abatimento, agregados e outros são fundamentais.
O acompanhamento de um engenheiro tecnologista é bastante necessário neste caso.

O fíler calcário é obtido na moagem do cimento. Entra no moinho na forma de brita, com diâmetro médio de 9,5 mm, junto com o clínquer, gesso e eventual adição. Portanto, esta condição de “fíler” só ocorre dentro do moinho junto com os outros materiais. A única condição de norma é que o calcário calcítico tenha teor igual ou superior de carbonato CaCO₃ de 85%.

A determinação das classes dos cimentos produzidos no Brasil são da competência da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. Na elaboração das normas de cimento são discutidas as características gerais pela Comissão de Estudos, constituída para a elaboração/revisão de cada norma. As classes 25, 32 e 40 MPa são as vigentes nas normas atuais. Alguns tipos, como por exemplo, o Cimento para poços petrolíferos – CPP ou mesmo o Cimento Portland de alta resistência inicial – CP V-ARI, não tem classe. As classes apontam os valores mínimos de resistencia à compressão garantidos pelo fabricante, após 28 dias de cura.
Neste exemplo, a diferença na produção entre o CP II-F-32 e o CP II-F-40 é o tempo a mais de moagem do CP II-F-40 em relação ao CP II-F-32, ou seja, sendo mais fino tem resistencia maior. Estes dois tipos tem exatamente a mesma composição.

O cimento CP V-ARI em um contrapiso somente se justificaria se houvesse a necessidade de se lançar o piso imediatamente após, ou seja, muita pressa. Este cimento é mais caro e, por ser muito rápido, tem a tendência de provocar retração e consequentes fissuras.
Caso contrário, o mais indicado seria o cimento CP II-Z-32.

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